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Sopa de Ossos com Milho e Cenoura: O Caldo Amarelo do Cotidiano

Sopa de Ossos com Milho e Cenoura: O Caldo Amarelo do Cotidiano

Em toda cozinha chinesa familiar existe uma sopa de ossos com milho e cenoura: amarela, doce, simples. É a sopa que a mãe fazia sem receita escrita, e que todo mundo reconhece na primeira colherada.

Ossos de porco escaldados, espiga de milho em rodelas, duas cenouras em pedaços grandes, um punhado de goji berries nos últimos dez minutos e nada mais. Duas horas de fogo mínimo extraem do osso toda a doçura natural, e o milho completa com o açúcar do próprio vegetal. Não leva molho de soja, não leva tempero forte: a beleza está na pureza do caldo, transparente e levemente dourado. Sal só no fim, na medida mínima. Servida antes da refeição principal, ela prepara o estômago; servida sozinha com arroz branco, é um jantar completo de noite fria. A regra dos avós era clara: sopa de caldo claro todo dia, sopa de caldo escuro de fim de semana.

Escaldar os ossos antes é inegociável: sem isso, o caldo fica cinzento e com espuma. Três minutos de fervura, escorrer, lavar e começar de novo com água limpa.

Perguntas frequentes

Posso usar panela de pressão?

Pode, quarenta minutos depois da pressão. Mas o sabor do cozimento lento é mais profundo; se o tempo permitir, prefira as duas horas de fogo mínimo.